Repito, por pura alegria,
a vida muda (...)
muda, muda, muda,
muda, muda, muda,
muda, muda, muda,
muda, muda, muda,
(...)
(Muda a vida)
Grito:
um dia muda a vida estará)
Palavras são como espelhos, na escrita refletem o que está dentro e fora de mim, no mundo real ou no meu imaginário. Aqui tento dar visibilidade ao oculto. E trazer à superfície a face anônima das imagens refletidas.
sábado, 15 de outubro de 2011
Todavia
Só – zinho
Todavia, feliz
livre de preocupações
que corroem o pouco tempo
que tenho
Como sempre (fiz)
(quis)
Todavia, feliz
do jeito que dá (e deu)
fugir do perigo
estar só comigo
Sem tempestades nem bonanças
mas, esperanças
não
Todavia,
num caminho sem pedra
vivo feliz!
Todavia, feliz
livre de preocupações
que corroem o pouco tempo
que tenho
Como sempre (fiz)
(quis)
Todavia, feliz
do jeito que dá (e deu)
fugir do perigo
estar só comigo
Sem tempestades nem bonanças
mas, esperanças
não
Todavia,
num caminho sem pedra
vivo feliz!
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Primo vere
Meu dia começou ruim:
Ameaçou desabar a tempestade.
Mas, no fim da tarde,
Encontrei abrigo.
Alguém prometeu estender
O guarda-chuva
Oferecendo a mim ajuda...
“O que está acontecendo?
Eu disse nunca mais,
Mas nunca mais
Nunca é nunca mais,
Apenas por enquanto...”
Estou dando um tempo,
Mas vem chegando a Primavera
E as flores ameaçam florescer,
E eu, contra a força da Natureza
Nada posso fazer...
Enfim, acho que mereço
Dias de brisas leves
E perfumes adocicados,
Dias quentes e claros,
Como só os dias de Primavera
Sabem ser
Ameaçou desabar a tempestade.
Mas, no fim da tarde,
Encontrei abrigo.
Alguém prometeu estender
O guarda-chuva
Oferecendo a mim ajuda...
“O que está acontecendo?
Eu disse nunca mais,
Mas nunca mais
Nunca é nunca mais,
Apenas por enquanto...”
Estou dando um tempo,
Mas vem chegando a Primavera
E as flores ameaçam florescer,
E eu, contra a força da Natureza
Nada posso fazer...
Enfim, acho que mereço
Dias de brisas leves
E perfumes adocicados,
Dias quentes e claros,
Como só os dias de Primavera
Sabem ser
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Oriente
Duas mãos – o Tempo e o Vento –
A nos atravessar. Desvendemos
No mesmo gesto e movimento
Erguem-se, mas não as vemos
Fosse a hora de lançar um dado
Devagar, rápido, leve ou forte, segue a mão
Se o Tempo passa, de um lado,
Do outro, sopra o Vento na mesma direção
Fosse o Acaso, ou o Vento, ou o Tempo
Divinas mãos erguidas cobertas pelo véu
Invisível, para nós, ritmo secreto e lento
Não para o Oriente – olho divino no céu
A nos atravessar. Desvendemos
No mesmo gesto e movimento
Erguem-se, mas não as vemos
Fosse a hora de lançar um dado
Devagar, rápido, leve ou forte, segue a mão
Se o Tempo passa, de um lado,
Do outro, sopra o Vento na mesma direção
Fosse o Acaso, ou o Vento, ou o Tempo
Divinas mãos erguidas cobertas pelo véu
Invisível, para nós, ritmo secreto e lento
Não para o Oriente – olho divino no céu
terça-feira, 12 de julho de 2011
Na alma uma ferida aberta, grande demais...
Estava eu no ônibus lendo “A Bela e a Fera”, conto de, minha querida, Clarice Lispector. E de soer pensando na Vida. Quando um homem entra de muletas: Uma perna amputada. Um ferimento. Fechado e enfaixado. Foi deste modo que descobri minha ferida, grande demais, ainda, e acima de tudo, aberta. Sangrando em lágrimas...
Trem Bom
Café e pão
Café é bom
Não sei rezar
Mas sei comer
Só sei pitar
Apitar
Palpitar
O coração
Café é bom
Acompanhado com pão
Nossa Senhora!
Virgem Maria!
Agradeço a Santa Comida
Na mesa de todo dia
Café com pão
Como é bom!
Café é bom
Não sei rezar
Mas sei comer
Só sei pitar
Apitar
Palpitar
O coração
Café é bom
Acompanhado com pão
Nossa Senhora!
Virgem Maria!
Agradeço a Santa Comida
Na mesa de todo dia
Café com pão
Como é bom!
Negotium
Para impedir a fuga do Tempo
Amarre-o ao pé da cama
O Tempo não é meu
O Tempo não é seu
O Tempo não é nosso
Mas por ele fazemos qualquer negócio
Amarre-o ao pé da cama
O Tempo não é meu
O Tempo não é seu
O Tempo não é nosso
Mas por ele fazemos qualquer negócio
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