Assim como para o corpo
ficar mais forte precisa de exercícios:
polichinelos, corrida, levantamento de peso,
abdominais...
Da mesma forma é o coração:
o sofrimento dói como fazer abdominal,
mas é necessário para que se fortaleça
os músculos.
Palavras são como espelhos, na escrita refletem o que está dentro e fora de mim, no mundo real ou no meu imaginário. Aqui tento dar visibilidade ao oculto. E trazer à superfície a face anônima das imagens refletidas.
domingo, 3 de julho de 2011
Clariciano, simplesmente
Simplesmente eu sou eu. E você é você.
Clarice Lispector
Clarice Lispector
“... antes de tudo, sou clariciano.
E sei lá o que isto quer dizer! Acho que seria como
colocar uma aspa a esquerda e a direita de mim!”
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Fado-Padrinho
Todos nós influenciados pelos contos de fadas nos vemos obrigados a acreditar nas fadas. Fada substantivo feminino com 4 letras. Mas se eu disser que acredito em Fado. Pois este parece ser mais real. Já que Fada é fêmea e designa ser imaginário. Fado substantivo masculino. Destino ou sorte. Meu Fado é real, não sobrenatural. É nenhuma historinha. Meu Fado acontece. É isso mesmo: Fado. E não Fada. Estou é enfadado. Por isso, era uma vez um Fado, e não há de confundir o sexo com o gênero da palavra.
Conjugação
Eu não tenho pretensões em SER, apenas em VIVER. Consisto, então, pela conjugação deste verbo: EU VIVO... mas se não se satisfazer por meio desta definição que foge ao âmbito da abstração: EU SOU assim como podes VER: pura intuição!
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Presente Instante
O passado
atrás fica
O futuro a frente
inalcançável
O presente se move:
movimento entre torna-se
passado e futuro
em cima do muro
ao mesmo tempo
O passado guarda (retém)
O futuro aguarda (contém)
O presente abre e fecha
abre e fecha
abre e fecha
Ritmo incessante
Sempre passante
Presente instante
atrás fica
O futuro a frente
inalcançável
O presente se move:
movimento entre torna-se
passado e futuro
em cima do muro
ao mesmo tempo
O passado guarda (retém)
O futuro aguarda (contém)
O presente abre e fecha
abre e fecha
abre e fecha
Ritmo incessante
Sempre passante
Presente instante
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Por-Enquanto-Nunca-Mais
Não
Nunca mais
Quero me apaixonar
Por ninguém
Para que
Tentar de novo?
É sempre a mesma coisa
Me arrepender
Depois,
Não
Jamais
Nunca mais
Mesmo sabendo
Que esse nunca
É apenas
Por enquanto
Nunca mais
Quero me apaixonar
Por ninguém
Para que
Tentar de novo?
É sempre a mesma coisa
Me arrepender
Depois,
Não
Jamais
Nunca mais
Mesmo sabendo
Que esse nunca
É apenas
Por enquanto
terça-feira, 12 de abril de 2011
Aurora
I
Arte não tem pensa:
Pintei o muro de cor de abóbora
Deixei ele alaranjado
Assim como se tivesse
Amanhecendo sempre
Todos os dias
II
A manhã tentei abrir com faca
De lá nada saiu
Nem leite do dia
Será por que as coisas
que não existem são mais
bonitas?
Preciso de uma máquina
Que capture o dia
E o deixe sempre assim
Com cheiro de novo
III
As melhores horas
São as do início do dia
Onde a manhã amanhece
Amanhecendo de mansinho
Assim calmamente
Nem percebemos, ela chegou!
Quem inventou a manhã?
Esse primeiro traço
Não acostumado
IV
Alaranjando o dia
Entre nuvens no
Celeste azul
Pássaro mensageando
Em canto cantado
O início do dia
Na não reta trajetória
Um primeiro traço
Anunciando:
A expressão reta não sonha
E a folha em branco
A espera do poema
Amanhecer: início de tudo
Insignificante, mas importante
Porém majestosa manhã
Qual poeta não se emociona?
Chora
V
A voz em formato
De pássaro da manhã
Em canto cantado
É como se fosse
Sempre primavera
- Vivaldi!
Agora é só puxar o alarme do silêncio que eu saio por
aí a desformar.
É preciso desenformar o mundo
Tirar da forma as formalidades
Arte não tem pensa:
Pintei o muro de cor de abóbora
Deixei ele alaranjado
Assim como se tivesse
Amanhecendo sempre
Todos os dias
II
A manhã tentei abrir com faca
De lá nada saiu
Nem leite do dia
Será por que as coisas
que não existem são mais
bonitas?
Preciso de uma máquina
Que capture o dia
E o deixe sempre assim
Com cheiro de novo
III
As melhores horas
São as do início do dia
Onde a manhã amanhece
Amanhecendo de mansinho
Assim calmamente
Nem percebemos, ela chegou!
Quem inventou a manhã?
Esse primeiro traço
Não acostumado
IV
Alaranjando o dia
Entre nuvens no
Celeste azul
Pássaro mensageando
Em canto cantado
O início do dia
Na não reta trajetória
Um primeiro traço
Anunciando:
A expressão reta não sonha
E a folha em branco
A espera do poema
Amanhecer: início de tudo
Insignificante, mas importante
Porém majestosa manhã
Qual poeta não se emociona?
Chora
V
A voz em formato
De pássaro da manhã
Em canto cantado
É como se fosse
Sempre primavera
- Vivaldi!
Agora é só puxar o alarme do silêncio que eu saio por
aí a desformar.
É preciso desenformar o mundo
Tirar da forma as formalidades
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