Queria o poder poder mudar o mundo.
Impossível.
Porém, a mim mudo.
Em silêncio, e no escuro.
Nalgum dia sei: estarei mudo.
Em silêncio, em segredo.
Lentamente, eu mudo.
Nem que seja meu mundo.
Palavras são como espelhos, na escrita refletem o que está dentro e fora de mim, no mundo real ou no meu imaginário. Aqui tento dar visibilidade ao oculto. E trazer à superfície a face anônima das imagens refletidas.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
Andrômeda
Ao meu antigo amor
Preso ainda estou
Acorrentado
Sem ter por onde escapar
Não encontro forças
Para fugir nem lamentar
Muito menos
Depois de certo tempo
Lágrimas que possa derramar
O que fazer? (Interrogo)
Mas sem remorsos
Do tempo em que amei
Pois, ainda, guardo esperanças
De que um dia o encontrarei
Eu que não me iludo ou minto
Me pego a acreditar no Destino
Este sempre a nos colocar face a face
Um dia quem sabe!
Ele, nos nossos corações arrebate
O amor, o nosso antigo amor
Perdido no espaço...
Preso ainda estou
Acorrentado
Sem ter por onde escapar
Não encontro forças
Para fugir nem lamentar
Muito menos
Depois de certo tempo
Lágrimas que possa derramar
O que fazer? (Interrogo)
Mas sem remorsos
Do tempo em que amei
Pois, ainda, guardo esperanças
De que um dia o encontrarei
Eu que não me iludo ou minto
Me pego a acreditar no Destino
Este sempre a nos colocar face a face
Um dia quem sabe!
Ele, nos nossos corações arrebate
O amor, o nosso antigo amor
Perdido no espaço...
3 Coisas
O tempo
fascina,
e ao mesmo tempo,
alucina
O amor-paixão
primeiro fascina,
depois alucina
A vida é
fascinante,
faiscante
e alucinante
fascina,
e ao mesmo tempo,
alucina
O amor-paixão
primeiro fascina,
depois alucina
A vida é
fascinante,
faiscante
e alucinante
Lição I
Não esqueçer:
"Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade..."
E aprender a viver com Clarice.
E repetir, repetir, repetir...
Às vezes,
tenho medo,
este estraga a felicidade,
eu sei,
mas não posso evitar,
tenho medo de ser feliz,
muito feliz.
Quem nunca foi magoado,
apedrejado,
então atire a primeira pedra.
Às vezes,
essa pedra saiu da minha mão,
eu sei.
Mas tenho de mudar,
mudar, mudar,
sempre.
Nascido a cada dia,
nômade a cada caminho.
sem rastros,
sem marcas,
e principalmente,
sem memória!
sem história
para contar
Dai-me força, oh vida!
"Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade..."
E aprender a viver com Clarice.
E repetir, repetir, repetir...
Às vezes,
tenho medo,
este estraga a felicidade,
eu sei,
mas não posso evitar,
tenho medo de ser feliz,
muito feliz.
Quem nunca foi magoado,
apedrejado,
então atire a primeira pedra.
Às vezes,
essa pedra saiu da minha mão,
eu sei.
Mas tenho de mudar,
mudar, mudar,
sempre.
Nascido a cada dia,
nômade a cada caminho.
sem rastros,
sem marcas,
e principalmente,
sem memória!
sem história
para contar
Dai-me força, oh vida!
Repito
Repito, por pura alegria,
a vida muda (...)
muda, muda, muda,
muda, muda, muda,
muda, muda, muda,
muda, muda, muda,
(...)
(Muda a vida)
Grito:
um dia muda a vida estará)
a vida muda (...)
muda, muda, muda,
muda, muda, muda,
muda, muda, muda,
muda, muda, muda,
(...)
(Muda a vida)
Grito:
um dia muda a vida estará)
Todavia
Só – zinho
Todavia, feliz
livre de preocupações
que corroem o pouco tempo
que tenho
Como sempre (fiz)
(quis)
Todavia, feliz
do jeito que dá (e deu)
fugir do perigo
estar só comigo
Sem tempestades nem bonanças
mas, esperanças
não
Todavia,
num caminho sem pedra
vivo feliz!
Todavia, feliz
livre de preocupações
que corroem o pouco tempo
que tenho
Como sempre (fiz)
(quis)
Todavia, feliz
do jeito que dá (e deu)
fugir do perigo
estar só comigo
Sem tempestades nem bonanças
mas, esperanças
não
Todavia,
num caminho sem pedra
vivo feliz!
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Primo vere
Meu dia começou ruim:
Ameaçou desabar a tempestade.
Mas, no fim da tarde,
Encontrei abrigo.
Alguém prometeu estender
O guarda-chuva
Oferecendo a mim ajuda...
“O que está acontecendo?
Eu disse nunca mais,
Mas nunca mais
Nunca é nunca mais,
Apenas por enquanto...”
Estou dando um tempo,
Mas vem chegando a Primavera
E as flores ameaçam florescer,
E eu, contra a força da Natureza
Nada posso fazer...
Enfim, acho que mereço
Dias de brisas leves
E perfumes adocicados,
Dias quentes e claros,
Como só os dias de Primavera
Sabem ser
Ameaçou desabar a tempestade.
Mas, no fim da tarde,
Encontrei abrigo.
Alguém prometeu estender
O guarda-chuva
Oferecendo a mim ajuda...
“O que está acontecendo?
Eu disse nunca mais,
Mas nunca mais
Nunca é nunca mais,
Apenas por enquanto...”
Estou dando um tempo,
Mas vem chegando a Primavera
E as flores ameaçam florescer,
E eu, contra a força da Natureza
Nada posso fazer...
Enfim, acho que mereço
Dias de brisas leves
E perfumes adocicados,
Dias quentes e claros,
Como só os dias de Primavera
Sabem ser
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