Meus olhos terás
de suportar dividir
com o mundo
Meu coração terás
de compartilhar
com as pessoas
que amo
Já meu corpo
será somente
de nós dois
Palavras são como espelhos, na escrita refletem o que está dentro e fora de mim, no mundo real ou no meu imaginário. Aqui tento dar visibilidade ao oculto. E trazer à superfície a face anônima das imagens refletidas.
sábado, 15 de janeiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
Manual de Sobrevivência
Séculos de repressão
Nos afastam da verdade
Para a fim de um código
Devermos lealdade
Somos força, desejo e prazer
Assim como comer e beber
Os aphrodísia faz (sobre)viver
Nos afastam da verdade
Para a fim de um código
Devermos lealdade
Somos força, desejo e prazer
Assim como comer e beber
Os aphrodísia faz (sobre)viver
Pleorgasmo
Não mais insista
Nesse verbo intransitivo
Pois acabará em vício
Eu quero é transar
Transitar por lugares
Inimagináveis
Estou louco!
E você sabe muito bem
Então, dá logo o que quero!
Nesse verbo intransitivo
Pois acabará em vício
Eu quero é transar
Transitar por lugares
Inimagináveis
Estou louco!
E você sabe muito bem
Então, dá logo o que quero!
Golden Rain (*)
E caía a chuva de ouro a aquecer o corpo.
Luzidia ao na pele se derramar.
O melhor que havia em mim era me entregar
O melhor a fazer era ceder ao prazer
E molhado de satisfação, no auge da alucinação, da pequena morte à realização.
Uma fantasia.
*Estou na dúvida quanto ao gênero: não sei se é um poema ou um microconto. Mas isso não importa a você leitor. Delicie-se com o que achar de literário no texto acima.
Luzidia ao na pele se derramar.
O melhor que havia em mim era me entregar
O melhor a fazer era ceder ao prazer
E molhado de satisfação, no auge da alucinação, da pequena morte à realização.
Uma fantasia.
*Estou na dúvida quanto ao gênero: não sei se é um poema ou um microconto. Mas isso não importa a você leitor. Delicie-se com o que achar de literário no texto acima.
Horóscopo
Hoje serei regido
Pelo signo do Desejo
E o que cair na rede
É peixe
Serei isca, linha
E anzol de fina lança
A costurar corpos
Lançados numa inexplicável
Força de atração
Pelo signo do Desejo
E o que cair na rede
É peixe
Serei isca, linha
E anzol de fina lança
A costurar corpos
Lançados numa inexplicável
Força de atração
Baixa Moral
Sem falso moralismo
Quando falo em erotismo
Sexo é coisa da vida
Aliás, gera a vida
Quer coisa mais sublime?!
Então sem pudor
Sexo, meu amigo (a),
Não causa dor
Quando falo em erotismo
Sexo é coisa da vida
Aliás, gera a vida
Quer coisa mais sublime?!
Então sem pudor
Sexo, meu amigo (a),
Não causa dor
Objeto [ou uma mercadoria qualquer] - (Microconto Erótico)
Há muito se decepcionara com uma raça muito peculiar. Uma raça constituída de seres chamados HOMENS. Então, tomara a decisão: nunca mais se envolveria com homem algum! Mas certamente não viveria sem sexo. Pois este é vida, e como tal, é de grande compensação a alguns males. Simples, resolvido o seu problema, a partir daquele dia pagaria, podendo assim escolher como seria o seu bel-prazer. E quando a vontade bateu atiçando-lhe o desejo, não hesitou! Pegou a bolsa e rapidamente dirigiu-se a uma loja. Na vitrine e prateleiras variedades – loiros, morenos, negros, altos, baixos, fortes, magros, robustos, modernos, conservadores, viris, delicados, alternativos, etc. Escolheu, segundo as suas necessidades. Pegou, colocando no carrinho. E foi para o caixa. Pagou. Embrulhou. E carregou para casa. Lá se deliciou e ficou satisfeitíssima. Não houve reclamação da mercadoria ou devolução do seu dinheiro. O slogan da marca cumpriu como prometido, e a satisfação fora garantida.
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